...e esgravata.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

eles também moram aqui.




























Página caligráfica, do album do Conquistador - Sultão Maomé II-. Trabalho turco (?),
séc. XV. Museu do palácio de Topkapu, Istambul.




























Self-Portrait
, 1966
Andy Warhol.























Broadway Boogie Woogie
, 1942-43
Piet Mondrien.


_________________ sentimento de posse.













"A thousand shark's teeth",
My Brightest Diomond.




+














"Tchamanche",
Rokia Traoré.


[o menino-mei/o ouviu dizer que está
para breve a vinda desta senhora ao tjls!!]



+












Sam Sparro, em nome próprio.

[porque o verão está à porta e as férias... à espreita!]


____________________lamentation.






















Lamentation
, 1937

Herta Moselsio.





«Acquired by the Music Division in 2001 by purchase from a friend of the photographer. These of photographs of modern dance pioneer Martha Graham were created at the same time the photographer's husband, Simon Moselsio, was shooting a documentary film on Graham's piece "Lamentation." Both images of the dancer were shot in Bennington, Vermont, at Bennington College during Graham's summer residency there.» +daqui

_____________________________________________________________//.




[sem palavras].

terça-feira, 17 de junho de 2008

_______________________aparição#2.


















"Dogville", 2003
Lars von Trier.





duas verdades inconvenientes.













"L' Anglaise et le Duc", 2001
Eric Rohmer.


*



+




















**


[*] - um dos filmes da minha vida, visto na melhor e na [minha] mais querida sala de cinema do [meu] mundo - o [meu] Nimas - , sito na avenidazinha mais pacata e bonita do[ meu] cantinho à beira-mar plantado - Av. 5 de Outubro - , faceando com a mais bela rua "da cidade do amor", onde terei passado os melhores anos da minha vidinha, para a qual vou voltar, definitivamente, daqui a duas semanas... - a Conde de Valbom!

[**] - uma obra singular, que muito me ajudou a desenvolver o sentido crítico perante certos dogmas historicistas impostos, instituídos e intocáveis, comprada na saudosa e extinta [antiga] Librairie Française, sita na mesmíssima avenida de que vos falei, sim essa mesmo: a tal avenida mais acolhedora que tão boas lembranças me traz. Para terminar, acresce ainda dizer que Jacques Heers, bem como Luc Ferry, foram dois dos responsáveis pela forma, desconfiada, isenta e rigorosa, de olhar, ver e observar o "objecto" do meu mundo, porque a História da Arte, ou a História, ou outras disciplinas sociais, são acima de tudo e antes de mais:): uma ciência, que muito embora não seja um dado adquirido "exacto, definitivo e absoluto", jamais poderá, em circunstância alguma, deturpar a realidade...

[o mais estranho foi o facto de me ter lembrado de tudo isto, hoje mesmo, ao receber a notícia de que Al Gore, Nobel da Paz ["um balde de água fria!!"], declarou apoiar a candidatura do democrata Barack Obama à presidência Norte-Americana].

__________________aparição#1.
















"Lars and the Real Girl", 2007
Craig Gillespie.





... ou quando as "realidades ficcionadas" [?!?!?] se tocam, ou
se aproximam tanto de nós, e/ou de mim que...




[the question mark: já vos aconteceu saírem da bendita sala de cinema
e não se lembrarem de ter pestanejado uma única vez?].


segunda-feira, 16 de junho de 2008

i'm a believer!

















«Amandinha, boa... boa...»





ensaios para um poema.






















#1
#2
#3

fotografia e narcisismo. vaidade & publicidade.





















































p/
beija-flor.







[inspirada pela senhora Lourdes Castro e pelo senhor seu marido...:)))) :P]






domingo, 15 de junho de 2008

em nome do pai, da filha e do espírito santo.
















«The legendary filmmaker Francis Ford Coppola, and his daughter Sofia join the previously featured Michail Gorbachev, Caterine Deneuve and Keith Richards for the latest Louis Vuitton's global core values advertising campaign.

The portrait, which reminds me of the realistic paintings by Isaac Levitan*, was shot by Annie Leibovitz in the countryside outside Buenos Aires, where Francis Ford Coppola is filming his latest movie. The "making of" photos below provide a sneak peek at the photo shoot scene, where Annie Leibovitz worked her magic on transforming an ordinary landscape into a work of art.

"Inside every story, there is a beautiful journey" says tagline[...]». +daqui.
...

[* - remete-me mais para a pintura naturalista da Escola de Barbizon, - e não "Realista" à Courbet - , de paisagem, designadamente a de Charles-François Daubigny; de cenas de género, pré-impressionista e impressionista, atrevo-me a dizê-lo, ou até mesmo para o bucolismo dos retratos de família de tradição inglesa, do que para a obra do pintor referido, mas enfim... são pormenores que, não obstante a evidente irrelevância, me irritam imenso!].































não vos (a)parece que estas imagens têm som e cheiro ... ?

o meu deus mija-se...




«... quando quiseres ver Deus rir-se, conta-lhe os teus planos.»


Susana.




do filme
Amores Perros, de 2000, realizado por Alejandro G. Iñárritu.










... e por falar em deus:















"Music Hole", 2008
Camille.



sons da voz e do corpo_ profundamente veneráveis.




....e por falar em coisas sagradas:



"Il Vangelo Secondo Matteo",1964
Pier Paolo Pasolini.






____________________wondermoon.



























Hotel Fox, Copenhaga.



universos paralelos, à medida dos sonhos e estados


de espírito do momento.








sexta-feira, 13 de junho de 2008

o estado das coisas.
























...das minhas, das dele, das nossas...


[eu não me traí, acho que regredi...]



quinta-feira, 12 de junho de 2008

_____________________elegia clássica.






@ Algarve.



[eterna devoção]





_________________textura indescritível.























próximo giro: Santiago Alquimista.






________________escapar'arte.
























@ Galeria ZDB. Lx.


+

“Porque sou tão infeliz? Porque sou o que não devo ser. Porque metade de mim não está irmanada com a outra metade. A conquista de uma é a derrota da outra”
Fernando Pessoa

Cinco mulheres e Fernando Pessoa. Um Pessoa no feminino e de saltos altos. As palavras do poeta desafiam as delas, que se deixam perder pelas suas próprias narrativas. A poética do movimento feminino percorre a peça, misturada com o ardor colocado em cada gesto. Neste universo pessoano elas preocupam-se com o cabelo, usam saltos altos, desdenham do homem e dançam com os corpos que transpiram sensualidade. O movimento é contido, escorreito e desagua num prazer prolongado. E este espaço de sensações é apenas interrompido pela força maior do coreógrafo, de brincar com as suas criações, de as colocar a rir de si próprias.
Feminine explora o imaginário pessoano, desta vez, a partir do olhar de cinco mulheres, quatro intérpretes de dança e uma actriz. Depois de Masculine, que estreou no ano passado, Paulo Ribeiro descobre um Pessoa no feminino, explorando mais uma vez as diferentes qualidades das intérpretes. A bola de futebol deu lugar aos saltos altos e a energia masculina ao belo estético, que emociona, que marca e não passa.

Dança: «Feminine», de Paulo Ribeiro_________@ Culturgest Lx. 09, 10, 11/07.



+












«Correspondências - Vieira da Silva por Mário Cesariny»


@Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva. Lx.

you're my favorite flavour.

Só o luto corrompe.
De amoras
maduras não te falo - trago-te
o verão num cesto
de morangos e papoilas, um
candelabro de medronhos
para as pulsões do inverno.
Digo-te:
a morte não nos pertence.

in Uma colina para os lábios, deAlbano Martins,






"The Virgin Suicides", 1999

Sofia Ford Coppola.





pudéssemos nós os dois, com as nossas mãos, fazer parar o girar da bola de cristal, e eternizar, eternizando, assim, o nosso momento.




espero-.....te. com o
verbo do teu corpo na boca, com a pele do teu perfume nos lábios. tenho-...te. no mais profundo de mim.





amor-perfeito c/ prazo de validade.























"Eternal Sunshine of the Spotless Mind", 2004
Michel Gondry.




- [...]What if you stay this time?
- I walked out the door. There's no memory left.
- Come back and make up a goodbye at least, let's pretend we had one... Goodbye.
-...I love you...
-...Meet me in Montauk.



«You can erase someone from your mind. Getting them out of your heart is another story.»



p.s.: se o esquecimento significa a perda, o que significará, então, a persistência de alguém na memória? a morte ... ?!?! sabes, preferia esquecer-te
a sobreviveres-me [morreste-me] ... someone it's going to be gone soon.


quarta-feira, 11 de junho de 2008

«... you know something?».

_________...

_______________________#.























Não acredito no 'Surrealismo'.
Não há nada de mais surrealista do que a realidade do meu aqui e agora.


[Fotografia de Fernando Lemos].






ferré levou-me a bom porto.

Tant que nous écrirons nos noms
Sur les arbres malades de l'automne,

Les oiseaux pourront chanter,

Nous pourrons nous aimer.

Je suis celui que tu attends

Je suis celui qui t'aime tant

Depuis longtemps

Ô si longtemps
S'il t'arrivait de m'oublier,
Tu sais que moi, je n'oublierai jamais...
Lorsque nos noms seront fanés

Sur les arbres malades de l'automne,

Les oiseaux pourront partir,

Nous pourrons en mourir.

J'étais celui que tu attends

J'étais celui qui t'aimait tant
Depuis longtemps
Ô si longtemps

S'il t'arriva de m'oublier,

Tu sais que moi je n'oublierai jamais...

Car notre amour est plus fort que l'amour.

Léo Ferré.



[...] paraíso: na cidade do rio cor de prata.
































"Notre Musique", 2004
Jean-Luc Godard.

espelho d' água.

«'Andorinha,andorinha,minha andorinha', pediu o príncipe uma vez mais,'fica comigo mais uma noite'... Durante todo o dia seguinte, a andorinha ficou sentada por sobre o ombro do príncipe, contando-lhe histórias do que tinha visto em terras distantes.Falou-lhe dos íbis vermelhos, que permanecem em longas filas nas margens do Nilo e que apanham peixes dourados com os seus bicos; falou-lhe da Esfinge, tão velha como o próprio mundo, que vive no deserto e que tudo sabe; falou-lhe dos mercadores, que caminham vagarosamente junto dos seus camelos e levam nas suas mãos colares de âmbar; falou-lhe do Rei das Montanhas da Lua, que é preto como o ébano e venera um grande cristal, da grande cobra que vive nas palmeeiras e que vinte sacerdotes alimentam, com bolos de mel... Por fim chegou a neve e com a neve veio o gelo. As ruas pareciam feitas de prata, de tão lisas e brilhantes que estavam; como punhais de cristal os sincelos enfeitaram os beirais das casas... Até que um dia a andorinha soube que ia morrer. Apenas lhe restavam forças para voar uma vez mais até ao ombro do príncipe. 'Adeus querido príncipe!', murmurou, 'deixas-me beijar a tua mão?'.'Ainda bem que partes finalmente para o Egipto, minha andorinha', disse o príncipe, 'ficaste aqui demasiado tempo; mas deves beijar-me os lábios porque eu adoro-te. 'Não é para o Egipto que eu vou', respondeu a andorinha,'Vou para a Câmara da Morte. Ou não é a morte a irmã do sono?'...» in O Príncipe Feliz , de Oscar Wilde.


[Serigrafia: Couple d'Oiseaux, 195?, Georges Braque.]

______________________um adeus português.



Nos teus olhos altamente perigosos
vigora ainda o mais rigoroso amor

a luz dos ombros pura e a sombra

duma angústia já purificada


Não tu não podias ficar presa comigo
à roda em que apodreço
apodrecemos
a esta pata ensanguentada que vacila

quase medita

e avança mugindo pelo túnel
de uma velha dor

Não podias ficar nesta cadeira
onde passo o dia burocrático
o dia-a-dia da miséria
que sobe aos olhos vem às mãos
aos sorrisos

ao amor mal soletrado

à estupidez ao desespero sem boca
ao medo perfilado
à alegria sonâmbula à vírgula maníaca

do modo funcionário de viver


Não podias ficar nesta casa comigo
em trânsito mortal até ao dia sórdido
canino policial
até ao dia que não vem da promessa
puríssima da madrugada

mas da miséria de uma noite gerada
por um dia igual

Não podias ficar presa comigo

à pequena dor que cada um de nós
traz docemente pela mão
a esta pequena dor à portuguesa

tão mansa quase vegetal

Mas tu não mereces esta cidade não mereces
esta roda de náusea em que giramos
até à idiotia esta pequena morte
e o seu minucioso e porco ritual

esta nossa razão absurda de ser


Não tu és da cidade aventureira
da cidade onde o amor encontra as suas ruas

e o cemitério ardente

da sua morte

tu és da cidade onde vives por um fio
de puro acaso

onde morres ou vives não de asfixia

mas às mãos de uma aventura de um comércio puro
sem a moeda falsa do bem e do mal


Nesta curva tão terna e lancinante


que vai ser que já é o teu desaparecimento

digo-te adeus
e como um(a) adolescente

tropeço de ternura


por ti.

de
Alexandre O'Neill.


uma semi-breve-de-tempo, duas semi-breves-de-sempre..
preciso-te.
espero-te. meu amor.

«O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.». Quanto tempo tem a eternidade do tempo que a detém? Quem a tem? O tempo tem? Vem, vem!

[B. P.*.]



rebeijo-nus e falo-te.


de Júlio Pomar.
















no leito do rio cor de prata, entre portas de uma cidade a carvão desenhada,
partilhámos o cálice e embriagámo-nos.

_____________________________________#.

não sei se terei gostado,
mais, de ...
ter adormecido, nua, em ti,
ou ...
de me teres acordado, vestindo-me de beijos.


[B.P.]

sexta-feira, 6 de junho de 2008

___________________________________museu.

Let it die and get out of my mind We don't see eye to eye Or hear ear to ear Don't you wish that we could forget that kiss ? And see this for what it is That we're not in love The saddest part of a broken heart Isn't the ending so much as the start It was hard to tell just how I felt To not recognize myself I started to fade away And after all it won't take long to fall in love___________________...
Now I know what I don't want
I learned that with you The saddest part of a broken heart Isn't the ending so much as the start The tragedy starts from the very first spark Losing your mind for the sake of your heart The saddest part of a broken heart Isn't the ending so much as the start. Feist.







Música I
, 1895;
Gustav Klimt.



______________________sem palavras.



Break,
Son Lux.

«em duas ocasiões as mulheres não sabem o que dizer: no início e no fim de um amor».

Gesualdo Bufalino dixit.


e desisto de procurar a razão para o meu_ silêncio. em certas circunstâncias, optar pela ignorância torna-se o imperativo da verdade_______________.


quinta-feira, 5 de junho de 2008

p/ esta noite: "choque" etílico*.

«... encheu uma chávena de chá bem cheia, preparou-se para o choque, e emborcou o gin como uma dose de medicamento. No mesmo instante, com o rosto escarlate, vieram-lhe as lágrimas aos olhos. Aquilo parecia ácido nítrico, e além disso, ao engoli-lo, tinha-se a sensação de levar uma pancada na nuca com um cacete de borracha. Momentos depois, no entanto, o ardor do estômago extingui-se e o mundo começou a parecer-lhe mais risonho.».

in Mil novecentos e oitenta e quatro de George Orwell.


* porque preciso
de encontrar a justificação para as lágrimas que me escorrem pelo rosto, vindas sabe-se lá de onde. e preciso também que o mundo me sorria um bocadinho +maise+e+, pelo menos-...



_____________«to make feel new again».

Now you wanna know the reason
Why I cheated on you
Well I had to be a hunter again
This little man had to try
To make love feel new again
'Cause there's just a few things honey
I'm not old enough to do for you
You just never care to show me
Showed him how to tango
And when they tangoed it'd send their hearts a flutter
Young and tender
Seemed to surrender in so sweet surrender
In sweet surrender
Ahh sweet surrender to love
But now you're gonna go out and get yourself
A reputation
But I'm gonna have to show you where to start
And then you're gonna bring back your little reputation
And prove to me what I could not prove to you
. Tim Buckley.


[c/ volume no máximo.]



jaz.mim_tu... aqui, deixara de o ser.

à espreita de fa|c|to & gravata.

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