...e esgravata.

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segunda-feira, 16 de março de 2009

megafone:

















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...eu já tinha deixado o alerta - aqui.

31 000 000 000 de euros. Repito o valor: 30 000 000 mais coisa, menos, é quanto vai custar ao erário público a assinatura do novo edifício do Museu dos Coches, sem contar com o valor total que implicará, a posteriori, o respectivo projecto museológico e museográfico, a que se somará outro tanto. Um disparate megalómano inconcebível se pensarmos que o próprio espólio isto é: o próprio objecto expositivo, isto é: os próprios coches, se encontram em acelerado estado de degradação, apresentando patologias nocivas que urgem ser alvo de uma recuperação cuidada e intervenção preventiva o quanto antes, sob pena da integridade estrutural dos mesmos vir a tornar-se irreversível. Importa ainda referir, muito sumariamente, que o dinheiro que será inteiramente canalizado para o futuro museu constitui um capricho indecente se atendermos ao facto de que existem actualmente museus (uns que integram a Rede Portuguesa de Museus, outros que se encontram inclusivamente sob a tutela e directamente afectos ao Estado - I.P.M. - com tratamento privilegiado conforme as disposições legais) cujo horário de visita se apresenta instável, chegando ao ponto de encerrar em circunstâncias esporádicas, por razões que toda a gente conhece: ora por constrangimento financeiro que se traduz na incapacidade de solver pagamentos básicos tais como o da electricidade, água, e por aí fora..., ora por falta de verbas que impedem a contratação de quadros técnicos superiores qualificados, e/ou ainda por carência de recursos humanos fundamentais que garantam o bom funcionamento, manutenção, ou a sobrevivência dos ditos espaços culturais. É inconcebível tudo isto. É, da mesma forma, inconcebível a decorosa e vexatória postura que (não) tem (man)tido um dos ministros mais invisíveis do actual governo que até ao presente momento ainda não se pronunciou sobre esta matéria. silêncio incómodo. Lamentável, meu caro Pinto Ribeiro!

jaz.mim_tu... aqui, deixara de o ser.

à espreita de fa|c|to & gravata.

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