Dizem que a paixão o conheceu:
dizem que a paixão o conheceu
mas hoje vive escondido nuns óculos escuros _
senta-se no estremecer da noite enumera _
o que lhe sobejou do adolescente rosto
turvo pela ligeira náusea da velhice
conhece a solidão de quem permanece acordado_
quase sempre estendido ao lado do sono
pressente o suave esvoaçar da idade_
ergue-se para o espelho
que lhe devolve um sorriso tamanho do medo
dizem que vive na transparência do sonho_
à beira-mar envelheceu vagarosamente
sem que nenhuma ternura nenhuma alegria
nunhum ofício cantante
o tenha convencido a permanecer entre os vivos.//
eu escondi(-me)**, e ele, o Al Berto, revelou-me que a paixão me conheceu******.
[*]errata: morreu.
[**]errata#2: sofri(-me)***.
[***]errata#3: sofro(-me)****.
[*****]errata#4:morro(-me)*****.
[******]errata#5:dizem que a paixão (já) não a reconheceu*******.
[*******]errata#6: dizem que a morte a conheceu.
...e esgravata.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
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2 comentários:
Porque nunca se está sozinho no assumir da loucura, este poema de Fernando Pessoa para ti:
Louco, sim, louco, porque quis grandeza
Qual a Sorte a não dá.
Não coube em mim minha certeza;
Por isso onde o areal está
Ficou meu ser que houve, não o que há.
Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?
na Mensagem, sobre o Rei D. Sebastião.
;)
obrigada nuno...
embora estivesse mais inclinada para o pessimismo nauseante,neste dia dispensava "sofrer em compasso"...ao contrário de roquentin...
hum... parece-me que a náusea do senhor sarte também pernoita por estes lados...:P
[então nunca mais publicaste nada no "ressurgir dos tempos", olha que eu espreito-te :)...?]
renovo o merci.
**teus.
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